Lançada obra inédita sobre a literatura de afrodescendentes no Brasil

  De autoria dos professores de literatura Eduardo de  Assis Duarte, da UniversidadeFederal de Minas Gerais (UFMG), e Maria Nazareth Soares Fonseca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, a coletânea ‘Literatura eAfrodescendência no Brasil: Antologia Crítica’ reúne, em quatro volumes, textos de 100 escritores negros, do século 18 aos dias atuais. Cada um dos textos é acompanhado de um estudo crítico feito por 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras, além de seis estrangeiras. Leia mais.

Filme que traça panorama da história dos negros no Brasil ajuda professores a abordarem a cultura africana na escola

“A obrigatoriedade do ensino da História da África no Brasil torna oportuno o relançamento do filme Ôri, da cineasta, socióloga e historiadora Raquel Gerber. A película, que mostra a história dos movimentos negros no Brasil entre 1977 e 1988, foi lançada pela primeira vez em 1989. Hoje, 20 anos depois, é relançada digitalmente.” Veja mais na entrevista de Raquel Gerder, no site Educar para Crescer.

Lei No 10.639, de 9 de janeiro de 2003

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências.

“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.

§ 1o – O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro
nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

§ 2o – Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.

Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”

Cultura negra é cada vez mais presente no visual e nas músicas preferidas pelos jovens – Agência Brasil

Jogar Capüera ou Dance de la Guerre

RUGENDAS, J.M. Voyage pittoresque et historique dans le Brasil. Paris: Engelmann et Cie, Paris, 1834.

A África é o terceiro maior continente, ficando atrás de Ásia e América e o segundo mais populoso com cerca de 900 milhões de habitantes.

É um continente com grande diversidade étnica, cultural e política e o mais pobre de todos, pelo me

Alguns países foram colonizados pelos portugueses e ,com isso, usam o português como língua oficial. São eles a Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.nos 21 países do continente estão entre os 30 países mais pobres do mundo. Porém, existem alguns países com padrão de vida razoável, sendo sua maior economia a África do Sul que esteve bastante presente na mídia este ano graças a Copa do Mundo sediada neste país.

Saara

O Deserto do Saara se estende por diversos países, com o solo árido e um clima predominantemente desértico, as atividades econômicas são grandes obstáculos, sendo a implantação de indústrias um trabalho difícil, assim como a agricultura só é possível junto aos oásis e curtos trechos do litoral. A Líbia, onde parte do Deserto do Saara se encontra, tem sua importância nas atividades econômicas pela produção petrolífera.

Curiosidades:

O Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos.

Com exceção da Etiópia, que só foi dominada pela Itália durante um curto período, e da Libéria, que foi um estado criado pelos Estados Unidos da América durante o processo de abolição da escravatura, no século XIX, todos os outros países de África apenas conheceram a sua independência na segunda metade do século XX.

Hoje, em Moçambique ,pequena parcela da população tem acesso à energia elétrica e um grupo ainda mais seleto, à televisão. Essa elite assiste, além da programação local, a programação integral da TV Record e a três novelas da rede Globo, incluindo Malhação. Por isso, a influência dos costumes, moda, comportamento e maneira de falar dos brasileiros aumenta entre os Moçambicanos. Porém, apesar disso e da globalização, esse país ainda não aderiu à moda dos corpos esbeltos, já que estar acima do peso ainda significa fartura e riqueza num país onde a maior parte da população, que certamente não tem acesso à eletricidade e à televisão, é subnutrida. Confira esse vídeo publicitário que satiriza essa realidade!

Fonte: youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_0Pus0vr87U

Depoimento de quem viveu a África:

“A África é um dos continentes mais carentes do planeta . É engraçado como certas pessoas falam de África como se fosse um só país, quando na  verdade são 53 deles, com características e condições muito diversas. Por oito meses, fui voluntária em um projeto de prevenção ao HIV em Moçambique, país em que a expectativa de vida é de 42 anos, com altas taxas de mortalidade infantil e baixas taxas de alfabetização. Nesse período, também tive oportunidade de viajar por alguns dos países da África subsariana, África do Sul, Botswana, Namíbia, Suazilândia e o  próprio Moçambique.

Moçambique conseguiu independência de Portugal no ano de 1975, depois de 10 anos de guerra, que continuou por mais 17 com a disputa política num conflito entre os dois partidos políticos que existem ainda hoje. A guerra civil teve final em 1992. Um país-colônia explorado e escravizado, que viveu quase 30 anos em guerra, e conseguiu uma razoável estabilidade política recentemente, não poderia estar em uma situação diferente da que se encontra hoje.

O país, que já teve uma das reservas ecológicas mais famosas da África, teve sua fauna quase dizimada pelos caçadores ilegais em busca de marfim e peles durante a guerra. Hoje, Moçambique importa animais de outros países para o projeto de recuperação do Parque Nacional em Gorongosa. A infraestrutura é pouca e ainda não se estabeleceu uma atividade econômica relevante. As poucas estradas que existem estão em mau estado de conservação. As cidades ainda guardam as cicatrizes das batalhas nos buracos de bala nas paredes e as pessoas carregam com elas cenas da barbárie infligida sobre o povo.

A maioria da população vive na área rural e grande parte da agricultura é de subsistência. A maior parte das comunidades, mesmo algumas das que se localizam em torno das maiores cidades do país, não têm acesso à eletricidade, saneamento básico ou água tratada. Mesmo nas cidades pode-se encontrar no quintal das casas pequenas /*machambas*// /(horta em uma das várias línguas locais). O comércio de roupas usadas, doadas pelos países desenvolvidos, predomina no mercado de calçados e vestuário. Também existem os produtos fabricados na África do Sul, o vizinho mais desenvolvido, mas que são acessíveis a uma parcela muito pequena da população.

Um país onde a população, sendo 97% negra, vive em grande maioria abaixo da linha da pobreza, com más condições de saúde e sujeita a doenças como lepra, malária e tuberculose, subnutrição, e consumo de água contaminada, é um prato cheio para a epidemia do vírus da imunodeficiência humana, o HIV. Isso por que, uma pessoa que tem o sistema imunológico constantemente ativo, se infecta mais facilmente, desenvolvendo a AIDS num período muito curto após a contaminação. Fato que mina especialmente a população jovem do país e, consequentemente, destrói a força de trabalho. O resultado é muitas famílias compostas por velhos e crianças, já que os jovens foram vitimados por essa epidemia.

Porém, segundo os números divulgados pelo governo nos últimos anos, a contaminação pelo HIV tem sido controlada por meio do esforço das campanhas governamentais e das diversas organizações não governamentais instaladas no país. Em Moçambique, o teste de HIV pode ser feito gratuitamente em qualquer posto de saúde e o coquetel antirretroviral é distribuído gratuitamente.

Além da sempre excelente recepção do povo Moçambicano em meio a todas essas dificuldades, o país também oferece aos visitantes um clima subtropical, muito parecido com o nosso, reservas naturais, praias lindas, lugares excelentes para mergulho, e uma culinária muito especial. Um prato muito popular e saboroso é a matapa, feita com folha de mandioca, leite de coco e amendoim pilado, além das delícias vindas do Oceano Índico. Suas praias de areia branca e mar azul, especialmente ao norte do país, são atrações para turistas que gostam de aliar beleza e rusticidade.”

Caroline Olivia Prata Esteca 
Instrutora de Desenvolvimento do Programa Total Controle da Epidemia – TCE Moçambique

Conheça o trabalho de voluntários brasileiros na África na página Conteúdos Multimídia!

Música Pop Moçambicana

fonte: http://www.youtube.com/watch?v=F3h1MGMhYCo&feature=related  
  

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Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica

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